segunda-feira, 10 de maio de 2010
Love & Theft
Andreas Hykade nasceu em 1968 em Altötting. De 1988-1990, ele estudou na Academia de Belas Artes de Stuttgart, seguido de estudos na Baden-Wuerttemberg Film Academy 1992-1995.
Desde 1992 ele vem trabalhando como cineasta independente e desde 2000 como professor de animação na Escola de Artes e Design Kassel.
Esta animação é uma viagem psicodélica e esta concorrendo no festival de curtas online de Cannes, você assistir e votar nos filmes aqui.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O que design e sal têm em comum?

Recebi um e-mail muito diferente dia desses. Geralmente não tenho muito tempo para ver portifolios enviados por e-mail, mas este me chamou muito a atenção:
O que sal tem a ver com design e com ilustração?
Movida pela curiosidade da pergunta entrei no link, e agora já tenho a resposta (na ponta da lingua hehe), ... tudo. A sacação e irreverência de Andrea Ebert certamente não passam desapercebidas. E além disso tudo, seu trabalho é ótimo!
Muito engraçando quando na outra semana recebo outra dica de sal... Penso:
Essa garota sabe deixar a gente com a pulga atrás da orelha... E com isso estou vendo seu portifolio novamente!
Gostei.
Mas fica aqui a pergunta, porque o tema Sal?
Será porque seu portifolio tem um salzinho a mais?
Fica a dica:
www.andreaebert.com.br
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
RANDOM EXPO MMVIII / MMIX
CAOS AÉREO 4
CAOS AÉREO 3
FRIDA KIDS
SANTA CRIATURA Clandestino Bar fica na Rua Barata Ribeiro, 111 – Copacabana (esquina com a Rua Duvivier - estação Arcoverde do Metrô) Tel.: 3209-0348
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Pêmio ABRE Design e Embalagem 2009

A Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) entregou ontem, dia 26/08, o Pêmio ABRE Design e Embalagem 2009. O concurso foi estruturado em seis módulos (Embalagem, Design Gráfico, Design Estrutural, Tecnologia de Materiais, Conversão e Impressão, Marketing, Especial), divididos em categorias.
O destaque foi a embalagem da Pizza Hot Pocket da Sadia, desenvolvida pela Narita Design, "otimizando ao máximo a estrutura da embalagem e apresentando ainda a preocupação de inclusão social ao disponibilizar texto em braile no fundo da bandeja".

Na categoria Design Estrutural – Funcionalidade da Embalagem, a Coca-Cola Conveniência "agrupa 6 latinhas e permite o transporte prático por meio de encaixe para a mão e é facilmente guardada na geladeira. Devido a seu formato vertical, as latas se posicionam automaticamente no dispenser, proporcionando atmosfera de consumer experience. Ainda, a embalagem promove a interação com o consumidor por meio de cupom promocional que se destaca da mesma". Projeto Oz Design.
No módulo Design Estrutural, Forma da Embalagem, a Linha Infantil Disney Mickey de Cuidados Pessoais, desenvolvida R1234 Art Design, transforma a embalagem em objeto lúdico e divertido, fazendo do banho um momento de bricadeira sem perder a praticidade e atratividade.Para ver todos os premiados acesse o site do Pêmio ABRE Design e Embalagem.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Distorção 3

O cartaz produzido pelos irmãos Georgii e Vladimir Stenberg para o filme O Homem da Câmara de Filmar (1929) de Dziga Vertov, também causa desconforto. Embora não exista conflitos entre figuras representativas e abstratas, existe uma incoerência na imagem. Os prédios ao fundo parecem ter sido fotografados em um ângulo de cima para baixo, como se alguém estivesse olhando para cima dos prédios, enquanto a moça posicionada no centro da composição dá a impressão de estar caindo em um movimento circular. Meu olhar não consegue seguir uma só referência e fica preso a um certo momento ilusório.
Podemos concluir que o estranhamento nas artes visuais está tanto na abstração das formas quanto nas várias relações entre figuras e formas, e está apoiado principalmente em como enxergamos o mundo a nossa volta e de como nos relacionamos com ele. O estranhamento é o desconhecido, o inesperado, algo que não deveria estar ali mas de alguma forma está. É principalmente uma possibilidade de um novo olhar e de uma novo questionamento em relação ao que se apresenta. O estranho, o não usual pode ser uma grande ferramenta para se ampliar o olhar.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Distorção 2

O quadro de Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886 — São Paulo, 17 de janeiro de 1973) “Antropofagia” também distorce o corpo: As formas humanas são abrutalhadas, perdem o contorno sensível se ampliando e diminuindo. Tudo é tratado de forma a “parecer” abstrato, os rostos não tem fisionomia, as escalas corporais são abolidas e as figuras são achatadas sob o plano do quadro (apesar de ainda existir um certo “volume” presente nas suas bordas), porém o espaço é ainda o da representação pois ali se encontram a linha do horizonte, o céu, as plantas, e as formas corporais numa relação com o real.
A linguagem geométrica de "Antropofagia" não configura um campo abstrato pois ao mesmo tempo em que existe um distanciamento com a realidade através das formas, o quadro também está preso a ela pelas relações entre seus elementos. Diferente da foto de André onde a figura parece estar flutuando enquanto se deforma em um espaço virtual, aqui o estranhamento se dá através da incoerência entre trabalhar a abstração presa ao espaço da representação.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Distorção 1

A foto de André Kertész (2 Julho de 1894 – 28 de Setembro de 1985) “Distorção” n˚ 40 é conseqüência da captação de uma imagem real feita através de espelhos ondulados. A imagem se deforma com intensidades diferentes no espaço do quadro. Se olharmos diretamente para as pernas perdemos a noção de um corpo humano, mas já outras partes como as mãos e o rosto são mais preservadas. A diferença de intensidade na distorção do quadro causa uma estranha relação entre o abstrato e a representação, pois cria um movimento de se aproximar e recuar da realidade que é feito de forma gradativa e contínua.
Existe um prolongamento, uma continuidade que liga estes dois mundos, nos transportando ora para um, ora para outro, sem que isto seja uma experiência que se interrompa. A posição corporal em que a mulher se encontra é também inusitada, o tronco se comprime criando um angulo pontudo, como se este corpo não tivesse braços, é aflitivo. As mãos estão tão unidas que mais parecem um só conjunto, um outro órgão feito de um emaranhado de dedos que brotam inesperadamente das coxas.
Tanto o jogo das distorções do espelho, como a posição de torção do corpo da modelo e o angulo que o artista escolheu para clicar a foto são significativos de estranhamento. As distorções causam um desconforto aliado a uma subjetividade. É inegável a relação entre esta obra e o surrealismo, que propõe que a arte fosse este emaranhado de imagens distorcidas guardadas no nosso subconsciente.